NOTA DE REPUDIO E ESCLARECIMENTO
"O Sindicato dos Fiscais Estaduais Agropecuários do Pará - SINFEA, em apoio ao STAFPA, sindicato responsável pela atual greve dos servidores da ADEPARA, e à ANFFA sindical, entidade representante dos Fiscais Federais Agropecuários do Ministério da Agricultura, vem a público repudiar veementemente a nota caluniosa publicada neste jornal O Liberal, coluna Repórter 70 no dia 06/12/2015, a respeito de supostas interferências dos sindicalistas da ADEPARA e servidores do MAPA com a finalidade de evitar a prorrogação da etapa de vacinação contra febre aftosa no Estado do Pará. O SINFEA esclarece que não tem nenhum interesse no atraso do avanço da defesa agropecuária no estado e não tem motivos nem autonomia para evitar qualquer tipo de prorrogação. Ressalta que existe sim um ótimo relacionamento entre os servidores dos dois órgãos, fato imprescindível para o bom andamento dos serviços por eles prestado à população. Um dos preceitos para um serviço eficiente é a boa relação entre todos os envolvidos no processo, portanto, Adepara, Ministério da Agricultura, Federação de Agricultura e a sociedade de um modo geral precisam ter bom relacionamento, visto que todos são fatores importantíssimos no processo das conquistas sanitárias e econômicas para nosso estado e nosso Pais. Foi através do muito esforço conjunto dessas entidades que o Pará conseguiu o avanço da sua área livre de febre aftosa com vacinação em todo o estado. Ressalte-se que o protocolo de prorrogação de etapa de vacinação deve ser muito bem fundamentado para que seja acatado, visto que o calendário de vacinação é nacional, pré-existente e, portanto, os Estados devem se programar para trabalhar todas as fases da campanha e etapa de vacinação no período já estipulado. Casos de força maior é que podem fundamentar uma possível prorrogação. Caso não haja justificativas suficientes, o MAPA não autoriza. Tal situação não é a primeira vez que ocorre no Pará. Outras etapas, como a de novembro de 2010, tiveram suas prorrogações negadas, sendo deferida apenas após a juntada de documentos que comprovassem a real necessidade da mesma. A nota acima especificada demonstra ter origem em pessoas que não tem a mínima noção dos procedimentos técnicos e legais para realização de uma etapa de vacinação, assim como desconhece e desrespeitam a seriedade e responsabilidade do MAPA e servidores da Adepara no trato dos assuntos aos quais defendem, o agronegócio paraense, a saúde pública e a economia do nosso Estado e País. Tais pessoas não podem nunca estar de alguma forma envolvidas em algo tão sério quanto o serviço oficial do Estado do Pará. Rogamos para que, providências sejam tomadas, visto que a citada nota, se oriunda das mesmas, apenas torna pública a extrema incapacidade no lidar com a assunto em questão. A conquista da área livre de febre aftosa demorou mais de 10 anos para acontecer, justamente pelo cuidado, respeito e seriedade de seus servidores do Ministério da Agricultura e Adepara, visto que a pressão por diversos meios sempre foi extrema visando obtenção por meios mais rápidos. A principio negada a prorrogação da atual etapa, considerando que não foi suficientemente fundamentada, teve seu pleito deferido após juntada de documentos necessários que justificassem a mesma. Foi com alegria que recebemos a noticia, visto que a greve que por ora passamos, nunca teve o intuito de prejudicar o serviço, tendo, inclusive, estimulado que os servidores participassem dos vários cursos que aconteceram no mesmo período. Esclarecemos ainda que os servidores do Ministério da Agricultura sempre atuaram com imparcialidade e respeitando as normas vigentes, de forma que nunca seriam coniventes com qualquer tipo de proposta que vá de encontro aos interesses da ADEPARA e, consequentemente, da economia do Estado do Pará, bem como esteja apresentando alguma inconformidade com relação a Legislação Sanitária vigente no Brasil" O SINFEA e STAFPA chamam a atenção das autoridades, dos produtores e da população em geral que suspeitas desse tipo, mesmo que sabidamente infundadas, podem causar alterações no status do Pará em relação a febre aftosa, ocasionando diminuição do preço do boi, com consequentes prejuízos aos produtores e à economia do Estado, devendo providências serem tomadas contra quem foi o responsável pela divulgação das mesmas. O servidor da Adepara tem consciência de seu papel e atua com extrema seriedade no seu serviço. Os dirigentes do sindicato são servidores há mais de 10 anos no órgão, sempre cumprindo seu papel com dedicação e amor. Apenas pela sua dedicação e luta, hoje temos tudo que o estado do Pará conquistou nessa seara. Oportunamente, rogamos ao nosso excelentíssimo senhor Governador Simão Jatene, que tome as devidas providências visando afastar tudo que for nocivo ao bom andamento do importantíssimo trabalho que a Adepara presta a sociedade.