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Notícias 21/08/2026

Trabalhadores e movimentos sociais hoje em Brasília contra as reforma

A forte pressão popular e a organização da classe trabalhadora fizeram da Greve Geral do dia 28 de abril um marco na história de lutas do Brasil. O movimento paredista atingiu fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia. O golpista Temer, seus asseclas no Congresso Nacional e os financiadores do golpe perceberam que o povo brasileiro não vai recuar e nem permitir que seus direitos sejam roubados. Com a reforma trabalhista tramitando no Senado e a previdenciária às vésperas de ser votada na Câmara Federal, precisamos persistir e engrossar as fileiras de resistência, intensificando a unidade. No dia 24 de maio, vamos ocupar Brasília para, mais uma vez, deixarmos claro que a classe trabalhadora, os movimentos sociais e todo o conjunto da sociedade repudiam toda a retirada de direitos. Vamos Ocupar Brasília e dizer #NãoaosladrõesdeDireitos, às 14h, no Estádio Mané Garrincha. Reforma trabalhista De volta à escravidão, é para onde toda a classe trabalhadora será remetida caso o Senado Federal vote favorável à reforma trabalhista, já aprovada pelos deputados. Esse pacote de malvadezas, de uma só vez, aumenta o risco social, elevando os níveis de desemprego e, consequentemente, a pobreza; troca o emprego “formal” pelo “bico”; esfacela a organização sindical; dificulta a ação coletiva pela defesa e ampliação de direitos e inviabiliza a atuação da Justiça do Trabalho. Na prática, o trabalhador ficará sozinho para negociar suas condições de trabalho e exigir seus direitos junto ao patrão. Caso aprovada a reforma trabalhista: – O intervalo do almoço será reduzido a apenas meia hora; – Quem trabalha menos de 30 horas semanais receberá um salário inferior ao mínimo; – Daremos adeus às férias de 30 dias; – Teremos jornada de trabalho diária e semanal sem qualquer limitação; – Será o fim dos concursos públicos; – Nos despediremos do trabalho com carteira assinada; – O negociado entre patrão e empregado valerá acima da legislação trabalhista e do determinado nos acordos e convenções coletivas de trabalho; Reforma da Previdência Com o intuito de fazer com que os homens e mulheres de nosso país trabalhem até morrer, a reforma da Previdência do ilegítimo Temer promove um completo desmonte da nossa Seguridade Social, deixando o cidadão desamparado nos momentos em que ele mais precisa. Fingindo-se de surdos aos apelos dos diversos segmentos da sociedade, os golpistas retiram direitos e ignoram as diversidades que compõem o povo brasileiro. Uma vez aprovada, a reforma da Previdência: – Aumenta a idade mínima de aposentadoria, 65 anos para os homens e 62 para as mulheres inicialmente, sendo aumentado no decorrer do tempo; – Exige 40 anos de contribuição para acessar a aposentadoria integral; – Acaba com todas as aposentadorias especiais; – Reduz o valor das pensões e benefícios do INSS em até a metade do que é hoje; – Acaba com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) que é pago às pessoas idosas ou com deficiências de família pobre; – Aumenta o tempo de contribuição para os trabalhadores rurais que terão que recolher a contribuição individual por 20 anos e também eleva a idade para 60 anos.

Notícias 21/08/2026

Desastre trabalhista: o que a reforma de Temer prepara para você

Em nota, departamento destaca principais prejuízos presentes na proposta que deve ser votada nesta semana   Via CUT NacionalTelegram Antonio Cruz - Agência Brasil O Projeto de Lei (PL) 6.787 proposto pelo ilegítimo Michel Temer (PMDB) é sonho antigo dos empresários que financiaram o golpe. Ao derrubar as principais diretrizes que garantem condições mínimas de trabalho, o texto permite ampliar o lucro com base na ampliação da exploração do trabalhador. Ponto como a abrangência do contrato por tempo parcial (de 25 horas para 30 horas semanais), o estabelecimento da prevalência do negociado sobre o legislado, a regulamentação da representação não sindical no local de trabalho em empresas com mais de 200 trabalhadores e a ampliação do prazo dos contratos de trabalho temporário (de três para seis meses) ajudam a deixar o empregado fragilizado diante do empregador. Em nota técnica, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) destrincha o projeto em três grandes pontos: condições de trabalho, organização sindical e negociações coletivas e aponta que a aprovação da proposta representará sérios prejuízos à classe trabalhadora. Clique aqui para ler o documento.

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